quinta-feira, 29 de maio de 2008

Saudade Todas as noites te ponho no colo
Te adormeço na lentidão dos pensamentos
Me faço merecer no teu aconchegante solo
Ainda que faltem os merecimentos
Percebo no teu sorriso o espaço
Que deixei sem ditar o meu preciso
Mas que a torre de majestoso laço
Imprime teu semblante digno e conciso
Seguem-se os dias de novas tempestades
E tu trocas folhas dos tempos convertidos
Como se pedras fossem de ventos que pisastes
Sem perguntar se as noites os havia escondidos
Mas cabe a ti saudade ficar de verdade
No meu peito aberto como um lírio híbrido
Guardada em nuvens de eternidade
Esperando pelo pássaro de sorriso tímido.
(Descrições/Sylvio Brasil)

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